Felicidade

A tristeza também tem sua importância nas nossas vidas

A tristeza também tem sua importância nas nossas vidas
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Escrito por Marta Leite
“Aquele que nunca viu a tristeza, nunca reconhecerá a alegria.”Khalil Gibran

Contrariando o senso comum, que diz que temos que ser sempre alegres e nunca tristes, um filme de animação feito pelos estúdios Disney/Pixar tem nos feito pensar sobre o quanto a tristeza também pode ser importante nas nossas vidas.

Tudo isso em um mundo que desde cedo nos diz frases do tipo: “não fiques triste”. Ou que nos aconselha a evitar todo e qualquer sentimento que seja diferente de alegria. Onde os livros de autoajuda teimam em nos ensinar(claro que com a melhor das intenções) que a positividade e a alegria são os sentimentos que devemos sempre cultivar.

Mas, o que seria do branco se não houvesse o preto? O que seria da alegria se nós nunca tivéssemos experienciado a tristeza?

Em um nível bem profundo, nós somos a costura das nossas emoções e das nossas experiências, boas ou más. E nada disso seria possível se nunca tivéssemos conhecido os dois lados da moeda. Vivemos por comparação. Fato. E isso está no mais intrínseco de nós, faz parte da nossa essência enquanto humanos.

divertidamente

O filme Inside Out (Divertida – Mente) mostra a aventura de uma menina, a Riley, e dos seus sentimentos, que no filme são expressos pelos personagens que vivem em sua mente: o Medo, a Raiva, o Nojinho e a Tristeza. Todas elas lideradas, é claro, pela Alegria.

Nessa aventura, a Alegria tenta comandar a vida da Riley. Seu trabalho consiste em fazer de tudo para que a menina seja alegre a tempo inteiro. Mas, depois de uma mudança de cidade, a família passa por dificuldades por conta da mudança que não chega a tempo. E Riley por outras mais, como a adaptação a escola, saudades dos amigos e do seu time de hockey.

Na mente de Riley, a Alegria tenta de tudo para manter a Riley alegre, tentando evitar ao máximo que a Tristeza entre em ação. Mas não resulta. Acontecimentos diversos levam Riley a experienciar medo, tristeza e raiva.

Durante o filme a Tristeza, acidentalmente, começa a fazer coisas que a ajudam Riley a ultrapassar aquele momento tão delicado. O que leva a Alegria a perceber que a Tristeza pode ser fundamental nesse momento da vida da menina. Então, a Alegria finalmente pede ajuda a Tristeza e, trabalhando juntas, acabam por ser determinantes na solução dos problemas da Riley.

Assim na arte como na vida, é importante perceber que não devemos fugir de nenhum tipo de sentimento. Neste contexto não se trata de algo positivo ou negativo, como a maioria de nós costuma classificar.

Trata-se meramente do emaranhado mental e das diversas emoções que são parte importante do nosso crescimento e da nossa experimentação de estarmos vivos. Pois é esse contacto com os nossos sentimentos, sejam eles quais forem, que nos dão a sensibilidade, a delicadeza e a humanidade que fazem de nós diferentes dos demais seres.

A felicidade, ao contrário do que muitos pensam, não é sobre nunca sentir tristeza, raiva, frustração, medo ou outro sentimento “negativo” qualquer. É sobre aceitá-los, permitir-se senti-los – até mesmo quando não há uma razão dolorosa para isso – e perceber a importância que cada um deles tem.


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Sobre o autor

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Marta Leite

Life and Business Coach - Harmonia Pessoal

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